Dizendo ao Vento
"...Você tropeça em tudo que ela não deixou! , ..." ♪ Leoni
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Sobre mim?!
Extraterrestre e, outra vez,
Dormindo em meu próprio corpo.
Eu me perco.
É quando encontro terra firme,
E aparecem os terremotos que me derrubam.
Eu me escrevo.
Ideais abduzidos, hipérboles sem motivos...
Querem ler o meu Presente,
Digo que não se lembraram do meu aniversário.
Eu me escondo.
Uma nômade vivendo em mim,
Não sei onde estou quando eu te encontro,
Mas te convenço, mas nada sinto.
Eu me concluo.
Tudo sobre mim? Nada do que eu li...
E em muitos livros já me procurei.
sábado, 3 de setembro de 2011
Reprovada
Sementes infrutíferas são as minhas dúvidas.
Cansei de regar a minha curiosidade,
Não sei ler a linguagem desses dados todos...
Código novo para mim,
Mas meu coração me cobra resultados...
Quais fórmulas eu uso?
A alternativa correta é A, Bruna, Ela ou C?!
Usei toda a tecnologia da minha intuição,
Busquei nos oráculos, estrelas e numerologias.
Incrível como tudo não me responde nada!
A minha paciência está com nota baixa
E a ansiedade me apavora...
Continuar assim é indício de reprovação.
A verdade não está no Google,
Isso explica a distância cada vez maior.
Procurei na última página do nosso livro,
Porém não encontrei o gabarito...
Tenho medo de quando eu receber o boletim!
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Desenho final
Estive interessada, mas não me importei muito.
Outra vez, era importante e o destino não se interessou.
Há diferença entre o interesse e a importância...
As cores estão disfarçando esses traços mal feitos,
Meu desenho imperfeito, sou um quadro de ilusões.
Interesse e resultado não vivem em harmonia.
Eu me interessei tanto nessa última tentativa...
Mas não fui muito importante,
Faltou tinta para eu nos definir como a resposta certa!
Há erros pelos quatro cantos dessa folha:
Retas tornas e ali falta cor, mas sobra aqui...
Não existe solução para o nosso retrato final.
O problema não sou eu, mas é somente meu...
No entanto, não fui eu quem errei,
Aliás, dessa vez, eu me interessei no acerto,
Mas ninguém me deu importância...
Bruna Assis
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Abstrato demais
Sentimento tão abstrato que,
Aos poucos, ficou realmente invisível,
Intocável e por fim, inexistente...
Foi abstração de um momento.
Não escolhi te esquecer,
Nem percebi e te tirei de mim.
Já não há nós aqui, ali,
Nos cantos, agora ou depois.
Senti o que não existiu...
Somos o que não voltará!
Eram sonhos: somente mentira!
Ilusão ilustrou o meu cenário.
Eu me mentia, eu te mentia,
Eu nos mentia para me agradar...
Não se trata de uma nuvem tampando o sol.
É verdade, eu não minto...
Não é mais um intervalo do jogo...
Era tudo abstrato demais!
Bruna Assis
domingo, 14 de agosto de 2011
Egoísta
Eu era tudo, todo o azul infinito...
Quantos se afogaram em mim?!
De que vale a minha liberdade,
Se do tempo sou tão refém?!
Estou presa em horas e minutos;
Em dias e meses que passam por cima,
Afogam todos os meus planos...
Sou somente eu. Sou toda minha...
Sou água limpa e desconhecida...
Não venham me poluir outra vez!
De que vale a minha saudade,
Se o Orgulho é o meu filho predileto?!
Bruna Assis
domingo, 31 de julho de 2011
Eu duvido
Diante das vozes e detalhes que nos pertencem,
Perco-me em uma mistura de possibilidades,
Receitas erradas, prato feito e gosto ruim.
O sim que nos enfeita esconde um não,
E eu já não sei distinguir a verdade da mentira.
Há muita maquiagem e sorriso em meu rosto,
Ninguém sorri tanto e eu não sou assim...
Estou tampando com o véu da felicidade
Todos os porquês que me entristecem.
Eu duvido do que eu sinto,
E de todos os teus sentimentos também.
Eu duvido do que eu mostro,
E dos teus passos expostos na vitrine...
São tantas pegadas sem dono por aqui,
E muitas fotos que enganam todos...
Bruna Assis
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